quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Espírito de Natal

O Espírito Natalino, deve adentrar as nossas empresas e as nossas vidas para nos desmaterializar um pouco e nos espiritualizar mais. E essa espiritualidade, deve cada vez mais fazer parte do mundo corporativo. Hoje a espiritualidade tem se tornado até diferencial competitivo em muitas organizações


Chegamos a mais um dezembro, cheios de luzes, cheio de festas e confraternizações, cheio das músicas próprias da época, que se repetem ano após ano e nunca cansamos de escutar.

Coisas típicas como essas, nos inspiram a mais uma vez dizermos que o Espírito Natalino está no ar. E esse espírito natalino, verdadeiramente é mágico.

Podemos olhar para o mundo corporativo, as empresas, os empresários os funcionários. Sabemos que a exigência do mercado é cada vez maior, o tempo é cada vez mais curto, as tarefas se amontoam, a comunicação que chama desesperadamente pelas ligações, e-mails, mensagens, imagens, relatórios, etc.

Mas em dezembro é diferente. Todas essas exigências ainda existem, mas nos poucos espaços que vão sobrando, pode se observar um árvore montada com carinho, que alguém dedicou tempo e dinheiro para presentear os olhos dos que chegam. Os convencionais cartões, que em algum momento pararam o tempo de alguém para poderem ser confeccionados e direcionados a outra empresa. E já no seu destino, pararam também o tempo de outro, que se dedicou a ler o que lhe ofertaram. Junto com isso, as palavras de esperança, de votos de um ano melhor, palavras de agradecimento pelo ano que passou.

São essas as coisas que tornam o Natal mágico. É o verdadeiro espírito de Natal.

E talvez com isso, possa ficar a lição, que se eu souber escolher as minhas prioridades, não precisarei esperar chegar o fim do ano para dar votos de sucesso aos meus próximos, não precisarei esperar para agradecer o que tem sido feito até ali e nem para homenagear a quem eu acredito que mereça. Talvez, devêssemos entender que o Espírito de Natal não deve ser um momento que existe durante 1 mês, mas sim um impulso que dura 1 mês e deve se perpetuar pelos próximos 11.

O Espírito Natalino, deve adentrar as nossas empresas e as nossas vidas para nos desmaterializar um pouco e nos espiritualizar mais. E essa espiritualidade, deve cada vez mais fazer parte do mundo corporativo. Hoje a espiritualidade tem se tornado até diferencial competitivo em muitas organizações, para os negócios, para as estratégias e para a gestão de pessoas.

É preciso então que o Natal sirva para nos mostrar, através do clima espiritualizado que podemos sentir nas ruas e em todos os locais que passamos, que estamos materializados demais. E falar em espiritualidade, não é falar em religiosidade.

Falar em religiosidade é falar em credos, regras, normas, conceitos, culturas que cada um segue por livre escolha. Mas ser uma pessoa espiritualizada independe da religião. Conheço muitas pessoas, muito religiosas, mas nada espiritualizadas.

Ser uma pessoa cada vez mais espiritualizada e cada vez menos materializada, é saber que as pessoas valem mais do que as coisas e que nem tudo que tem um baixo preço, tem um baixo valor. É saber que tudo que eu possa ter não tem razão nenhuma de ser meu, se eu não puder tornar o mundo de alguém melhor com aquilo. Isso serve para dinheiro, conhecimento, bens.

É saber dentro da sua organização, que as pessoas que trabalham do seu lado, precisam sim do dinheiro do fim do mês, mas se a única coisa que as prende lá é o dinheiro, muito em breve ela estará em outro lugar, que possa lhe oferecer mais do que isso.

Aproveitemos o espírito de Natal, que nos torna mais generosos, que nos torna mais amáveis, mais propensos a sorrir e dizer coisas boas, para sentirmos que isso pode ser vivido durante todo o ano, durante toda a nossa vida. E se isso acontecer, enfim descobriremos que a felicidade está no caminho e não no destino.

Um Feliz Natal a todos!

Por: Diego Augusto Ercoles | Fonte: Administradores

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Alimentos & Bebidas: o patinho feio pode virar a galinha dos ovos de ouros



Por Flavio Guersola, especialista em Gestão Empresarial

Quero trazer nesse artigo uma reflexão sobre o presente e o futuro do departamento de Alimentos & Bebidas dentro da hotelaria. Possíveis opções que os hoteleiros podem vir a pensar para transformar um departamento, que já foi tratado com certo descaso por não ser o core business em mais uma fonte de receita e recursos para o negócio.

Dentro da minha vivência nos 20 anos de hotelaria, vi por muitos momentos uma grande preocupação por parte dos gerentes, por conta do departamento de A&B. A frase, se não era a mesma acabava dizendo tendo o mesmo sentido: ¨A&B é um mal necessário para hotelaria¨. Já que a parte de hospedagem ía bem, num processo de crescente e expansão, enquanto o departamento de A&B retirava receita para ser mantido. Ouvi de diretores que o negócio da companhia era gerir hotéis não restaurantes. Por este motivo não se tinha investimento e atenção suficientes para esse departamento. Outra situação que levou a isso são as margens de lucro, um hotel com certeza é mais lucrativo, podendo deixar ate 30% se bem administrado, já um restaurante dificilmente passará dos 20%.

Pois bem, a curva de crescimento da hotelaria chegou próximo do seu limite, não se cresce mais taxa de ocupação e diária média em larga escala, muito pelo contrário em algumas praças houve ate uma retração nesses índices. E no mundo atual, com cada vez mais necessidade de se apresentar resultados, a hotelaria passou a olhar para dentro e descobriu a possibilidade de obter recursos com a venda de outros serviços. Inclusive recentemente o CEO da AccorHotels, Patrick Mendes, mencionou em uma reportagem da Isto É Dinheiro que as bandeiras da companhia se transformariam em Hubs de serviço para vizinhança.

Diante dessa visão apontada ppor Mendes, tenho visto empresas pensando grande, gerando amplos projetos para A&B, ótimos conceitos com grandes possibilidades de sucesso, entretanto indico um ponto muito relevante, a qualificação do gestor desse novo empreendimento frente aos novos números que serão gerados, as expectativas a serem atingidas e como ele deve agir para atingir esses objetivos, acredito que essa situação deva ter mais atenção.


Diante dessa situação é preciso ter outro olhar para o restaurante do seu hotel, criar um conceito inteligente para que atraia os clientes já hospedados, assim como os clientes que estão próximos. Entender o que seu cliente quer e precisa, oferecer produtos compatíveis com suas necessidades, adequar seus indicadores de desempenhos e margem de lucratividade gerindo o restaurante como um novo negócio.

Mas para isso será necessário uma mudança de mentalidade, para trazer para o seu negócio profissionais qualificados que possam realmente montar e entregar um plano de ação e estruturação do negócio com projeção de investimento e faturamento baseado em indicadores de desempenho e ações. Assim como a busca por qualificação da sua equipe junto a esse gestor será fundamental.

Desta forma você conseguirá transformar o A&B que hoje tem um peso para o empreendimento, ou seja, que funciona apenas como algo complementar, em mais um negócio que ajudará no crescimento da lucratividade do seu hotel, trazendo para um crescimento na última linha do seu DRE, aquela que mais importa, na linha do LUCRO.

Sugestão de leitura

https://www.istoedinheiro.com.br/o-novo-negocio-do-grupo-accorhotels/
https://twitter.com/shinseoltak/status/949053146474594305

Por: Flavio Guersola* | Fonte: Hotelier News

*Flavio Guersola é especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), graduado em Hotelaria pela Faculdade HOTEC e Técnico em Alimentos e Bebidas. Profissional com mais de 20 anos de experiência em gestão e gerenciamento de empreendimentos gastronômicos, em empresas nacionais e multinacionais, de pequeno, médio e grande porte, no mercado de hospitalidade. Atuou como responsável pelo departamento de Alimentos e Bebidas em empresas de polo econômico e na categoria midscale e upscale. Atua como professor e palestrante, com expertise nas áreas de gerenciamento de alimentos e bebidas, planejamento de cardápio e gestão empreendedora. É um dos executivos gestores da Guersola Consultoria, sendo responsável pela Área Operacional

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Estudo mostra expectativas para o mercado de viagens corporativas em 2019

Gestores mostram otimismo para 2019

Um questionário respondido por cerca de 130 gestores de viagens e eventos dá uma pista do que os hotéis podem esperar do mercado de viagens corporativas em 2019. O estudo foi aplicado durante a 2ª edição do HSMAI Travel & Mice Managers Conference, realizada no recém-inaugurado Royal Palm Hall, em Campinas, e contou com a parceria do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). Os números, em linha gerais, mostram a confiança e as perspectivas otimistas que esses profissionais têm para os próximos meses.

O índice mais simbólico coletado na pesquisa está relacionado à confiança num 2019 bem movimentado. Exatos 78% dos pesquisados esperam aumento no tráfego de viagens empresariais no ano que vem – dado bem acima dos 42% que projetavam crescimento para este ano. Para essa mesma pergunta, de expectativa, 16% disseram esperar estabilidade em números e menos de 10% acreditam numa diminuição.

Ciente da maior intenção em relação às viagens, a pesquisa perguntou sobre os canais mais utilizados para reservas hoteleiras. Nesse quesito, foi verificado que as transações feitas diretamente com o meio de hospedagem ainda estão em segundo plano. As TMCs ainda são o principal caminho para os gestores de eventos, embora tenha havido diminuição frenta ao verificado no ano passado. A queda foi de 85,5% para 64,2%.

O restante das reservas se distribuem entre negociações diretas com o hotel (11,9%), HRS (10,7%), OTAs (7,1%) e outros (6%).

Viagens corporativas: desafios

O relatório do Fohb também perguntou aos profissionais sobre os principais desafios do segmento. E na pergunta sobre a prestação de serviço dentro de uma viagem corporativa, a área mais desafiadora foi a aviação, com 31,5% das respostas. Outros 29,6% citaram a hotelaria, 16,7% as TMCs e 14,8% o próprio mercado de eventos.

Sobre a realização de seu trabalho, 40,3% classificaram a conciliação de dados para gestão, seguidos por 33,8% na interação com viajantes, secretárias e stakeholders.

Isso ocorre, segundo avaliam os pesquisadores, porque os gestores precisam reunir dados de diversas bases para montar uma análise, limpar informações de bases "poluídas" para então fazer análises e depois tomar decisões.

Já a negociação com fornecedores – incluindo hotéis –, é o principal entrave para 6% dos pesquisados.

Fonte: Hotelier News

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Maior franquia de hotéis do mundo vai abrir 13 novas unidades no Brasil

País hoje tem 34 hotéis de seis marcas do grupo e tem potencial para ser o principal mercado na América Latina


A maior franqueadora de hotéis do mundo, Wyndham Hotels & Resorts, vê no Brasil potencial para ser o principal país da América Latina – hoje está em terceiro, atrás da Argentina e do México. Para fazer frente à gigante Accor Hotels, planeja estampar 50 novos hotéis em 2019, sendo que 60% já está com contratos assinados. Do total previsto para o ano, 13 serão no Brasil. “O Brasil é um país que tem muita oportunidade e estamos investindo bastante. Acredito que nos próximos três anos será o primeiro ou segundo país mais importante na região, a depender de quanto o México crescer” diz Alejandro Moreno presidente do grupo Wyndham para a América Latina e Caribe, em entrevista exclusiva à EXAME.

O grupo inaugurou seu escritório no país em 2018 com o objetivo de promover suas bandeiras como destino para estrangeiros, tanto o público executivo quanto famílias. Recentemente, inaugurou seu primeiro hotel com administração própria no Brasil, o resort Wyndham Gramado, no Rio Grande do Sul, e a partir de 14 de dezembro será a nova bandeira do antigo Sheraton Barra (atual Gran Nobile Barra), o primeiro empreendimento da bandeira na cidade (o contrato foi fechado no dia 30 de novembro).

“Sabemos que o Rio de Janeiro passa por uma situação delicada e que a demanda não está como se esperava, mas acreditamos no potencial do hotel”, diz Moreno. Atualmente são 36 hotéis no Brasil com seis bandeiras, entre elas Wyndham e Ramada. Uma nova marca, a La Quinta, deve estrear no Brasil no ano que vem. Na América Latina, são 220 hotéis e, no próximo ano, a previsão é chegar a 260 hotéis. O grupo já tem escritórios também no México, Colômbia e Argentina.

“A crise ajudou a indústria hoteleira brasileira porque mais pessoas deixaram de viajar para o exterior e exploraram destinos aqui. Além disso, o aumento de voos para a Argentina levou os hermanos a aumentar bastante a procura por cidades do Nordeste e também Rio de Janeiro”, diz o executivo.

O principal negócio do grupo no mundo é o modelo de franquia, em que a administração é terceirizada a um parceiro e o grupo é responsável pela consultoria de padronização da estrutura e serviço. Esse é o modelo de 85% dos 9 000 hotéis – o restante é administração própria. Ao todo, 798 mil apartamentos em mais de 80 países são oferecidos em hotéis com suas 20 marcas. No ano passado, o grupo faturou 5,1 bilhões de dólares, crescimento de 3% em relação ao 2016.

Por: Naiara Bertão | Fonte: Exame

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Banheiro é prioridade do brasileiro ao avaliar hospedagem

Sofitel Sydney Darling Harbour, em Sidney, Austrália 

Cada um tem uma rotina ao entrar no quarto de um hotel em que nunca esteve. Há quem se preocupe com a vista da janela, com o espaço dos armários, com o tamanho da cama ou com o entretenimento na TV. Para o brasileiro, no entanto, nada é mais importante do que o banheiro. Essa foi uma das tendências notadas pela Booking.com em pesquisa recente sobre o mercado nacional.

O principal fator para a satisfação com a acomodação durante uma viagem é a limpeza e o conforto do banheiro. Essa foi uma das respostas de 91% dos viajantes brasileiros. O quesito limpeza e conforto é definitivamente crucial, sendo repetido também na análise do quarto, para 87%. Seguem em importância para o brasileiro o café da manhã (65%), uma paisagem agradável (55%) e wi-fi na acomodação (45%).

Ao escolher a acomodação, o consumidor no Brasil prioriza avaliações de hóspedes passados (76%). Em complemento, a segurança do bairro (58%), fácil acesso por transporte público (39%) e localização próxima a atrações (31%) são fatores determinantes. Entre amenidades, lençóis e toalhas confortáveis (73%) e produtos de higiene e beleza de qualidade (41%) são os destaques.

Em resumo, a opção de estada tem um valor enorme para o cliente brasileiro. Na verdade, a pesquisa contabilizou que a hospedagem é fator “muito importante” para 69% dos entrevistados.

O hotel segue como o tipo de hospedagem mais utilizado, opção para 54% dos entrevistados. Ainda assim, 48% dizem estar abertos a hospedagens alternativas como pousadas, albergues, casas e apartamentos. O estudo mostra que 54% dos viajantes brasileiros conhecem o modelo de aluguel de temporada, mas nunca o utilizaram.

O aluguel de casas e apartamentos representa vantagem, para os entrevistados, pelos preços mais acessíveis em relação a hotéis (76%), maior flexibilidade de horários (28%) e a possibilidade de dividir a acomodação com mais pessoas (26%).

A pesquisa foi realizada com 1.018 pessoas nas cinco regiões do País, por meio de questionário on-line, entre os meses de setembro e outubro de 2018.

Por: Renato Machado | Fonte: Panrotas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Rede de hotéis admite que hackers acessaram dados de meio bilhão de clientes

Hackers obtiveram informações como nome, endereço, telefone, e-mail e número de passaporte. Empresa não descarta que o roubo também inclua o número do cartão de crédito de milhares de hóspedes


Uma rede de hotéis anunciou nesta sexta-feira (30) a invasão do banco de dados de reservas. E o vazamento de informações pessoais de meio bilhão de pessoas.

Quando você reserva um hotel, você provavelmente está pensando naquele quarto arrumadinho para relaxar depois de um dia de trabalho ou passeios. E não no risco de ser envolvido no segundo maior roubo de dados pessoais da história.

Mas a maior rede de hotéis do mundo, a Marriott, dona das marcas Sheraton, W, Ritz Carlton e Westin, entre outros, admitiu nesta sexta (30) que, entre 2014 e 2018, hackers acessaram os dados de meio bilhão de clientes.

Se você se hospedou em um dos mais de 6 mil hotéis da rede espalhados por 110 países, é possível que os seus dados também tenham sido roubados.

Os hackers obtiveram informações como nome, endereço, telefone, e-mail e número de passaporte. A empresa não descarta que o roubo também inclua o número do cartão de crédito de milhares de hóspedes.

Com informações tão completas, quadrilhas especializadas podem tentar abrir contas em bancos, emitir cartões de crédito e pegar empréstimos fraudulentos. É por isso que a procuradora geral de Nova York abriu uma investigação para entender o tamanho do problema envolvendo a rede de hotéis. Outros estados americanos e o governo inglês também vão investigar.

Em um comunicado, o diretor executivo da rede Marriott lamentou profundamente o incidente. A empresa começou nesta sexta (30) a contactar os clientes que tiveram seus dados roubados.

Por: Jornal Nacional | Fonte: G1

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Dados econômicos deixam hotelaria mais otimista

Mais clientes nos hotéis? Dados indicam que sim | Foto: Nicole Taylor/Unsplash

Um conjunto de indicadores econômicos divulgados ontem (26) deu um alento a mais para a hotelaria nacional. Projeção de política de juros e de inflação favorável e aumento na confiança do consumidor trazem um pouco mais confiança para o mercado. Até que ponto, a partir disso, seria possível bancar um 2019 melhor são outros quinhentos.

Para começar a leva de boas notícias, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor ICC) atingiu o maior patamar desde julho de 2014. Divulgado hoje pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o indicador saltou 7,1 pontos em novembro, atingindo 93,2 pontos. Mais do que esperançosos, os brasileiros parecem também estar menos insatisfeitos com o presente.

Na comparação com o mês anterior, o ISA (Índice de Situação Atual) subiu 2,7 pontos, para 74,6 pontos, maior nível desde maio. Já o IE (Índice de Expectativas) ganhou 9,8 pontos, passando para 106,4 pontos, máxima desde fevereiro de 2013. “Depois de um período de desconfiança, os consumidores voltam a ficar otimistas em relação às perspectivas econômicas do país, às finanças familiares e ao emprego”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, em nota.

O mercado também reduziu a expectativa para a taxa básica de juros em 2019 pela primeira vez depois de 44 semanas. Segundo analistas, a Selic fecha 2018 a 6,5% e, para 2019, a estimativa foi reduzida de 7,5% para 7%. Em paralelo, passou a ver a inflação de 2018 abaixo de 4%, de acordo com a pesquisa Focus do BC (Banco Central).

Linhares: otimismo com o novo governo | Foto: Filip Calixto/Filip Calixto

Hotelaria: o que se pode esperar?

A questão é saber se a euforia atual é oriunda de uma real melhora das condições econômicas ou se é efeito da “lua de mel” com o novo governo. Nem mesmo economistas experientes são capazes de cravar com absoluta certeza o que ocorrerá. Ainda assim, inegavelmente o otimismo está no ar.

“Estamos otimistas com a divulgação desses dados”, afirma Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). “Eles mostram aumento na confiança do consumidor e a retomada da economia, o que certamente refletirá no aquecimento do turismo e hotelaria”, avalia.

Na avaliação de Linhares, o novo governo vem dando sinais que pretende destravar vários aspectos da economia. Para ele, as medidas devem proporcionar maior competitividade e inserção internacional de nossas empresas e destinos. “Para que isso realmente aconteça serão fundamentais mais investimentos e maior atenção do poder público para demandas como a reforma tributária e regulamentação das plataformas de vendas de hospedagem”, avalia.

Por: Vinicius Medeiros | Fonte: Hotelier News